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No fogo da cor, imagem, você.
Lembrança passada, mas tão presente
Que incertos seriam meus pensamentos sem ela.
Via sua presença exuberante, estranha,
Em meus olhos encantados, encantando
Presos nos tecidos de flanela da infância.
Via-te, senhor das alturas, auto-sacerdote de mim,
Naquela colina de fogo, com liberdade e distância nos olhos.
Via seus cabelos e segredos seguirem o vento constante da colina,
Monumental, extraordinário.
O céu, o seu céu, brasas ofegantes, deslumbrantes, errantes.
Perdido em seu olhar do passado,
Você do ontem e eu, menina em prantos a desejar-te.
Tão menina, que quase não entendia minha admirada e oculta visão.
Ouvia você, sentia, tocava.
Lembrava-te a cada instante sonhado na minha realidade.
Meu adorado sonhador,
Valente e certo de suas convicções,
Esvoaçava na longitude, na altura estonteante.
Só via, só vejo você.
Abaixo do céu dourado, o sol feito jóia,
Espalhava seus fios de ouro
Em qualquer lugar onde o olhar fitasse.
Este sol de ouro sempre me acompanhou,
Pois sua sombra me seguia.
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