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magia prática
Conceito de Magia segundo Papus por Matabaratha Neste breve ensaio a proposta é expor um conceito de magia com base na obra de Gerard Anaclet Vincent Encause, que assina como Papus no clássico Tratado elementar de Magia Prática, uma edição do século XIX. De acordo com este autor, magia é a ciência da aplicação da vontade, ou seja, do exercício da vontade sobre ao plano de formação do mundo material, o chamado Plano Astral. É através da Vontade que o mago põe em ação uma força hiperfísica: é a força da vida ou energia vital. Nas palavras de Papus: " Podemos já definir magia - a ação consciente da vontade sobre a vida." [p.26]. Considerando esta concepção de magia vemos que a prática das operações mágicas exige conhecer e dominar o fenômeno da Vontade que, ao contrário do que comumente se pensa, não é um atributo naturalmente desenvolvido no ser humano; antes, a Vontade, é uma força que precisa ser exercitada, desenvolvida e dominada para somente então poder ser utilizada como instrumento de realizações práticas. A famosa força de vontade não é algo que se tem ou não se tem, é uma faculdade que precisa de exercício para efeivamente estar disponível ao homem. Outro requisito indispensável ao entendimento do que vem a ser magia é o reconhecimento de uma realidade viva imperceptível aos nossos cinco sentidos objetivos, a saber: visão, audição, tato, olfato, paladar. Esses sentidos oferecem uma percepção imediata restrita ao que é objetivo. O mago, ao longo de seus estudos e práticas, tende a desenvolver a chamada percepção extra-sensorial bem como a inteligência intuitiva. DESENVOLVENDO A VONTADE Para educar a Vontade e a percepção extra-sensorial são necessários esforços em forma de exercícios que o iniciado deve praticar regularmente aliados aos estudos das ciências ocultas, assim denominadas - OCULTAS - porque seus estudiosos mantêm extrema discrição sobre suas pesquisas uma vez que as realidades por eles investigadas há muito não são reconhecidas pela ciência positivista oficial. Como o termo ciências ocultas tem algo de impreciso, cumpre aqui enumerar os principais campos de conhecimento por elas abordados de forma que sua compreensão se torne mais clara. São exemplos de ciências ocultas:
Entre os exercícios de fortalecimento da Vontade destacam-se aqueles que visam a educação da palavra, do gesto e do olhar, a meditação e os exercícios respiratórios, tudo isso com o objetivo de desenvolver a capacidade de concentração da força 'mágica' por meio da qual se opera sobre as realidades visíveis e não visíveis. Essa força mágica é o pensamento que vai ser projetado para a ação justamente por meio de palavras, gesto e olhar. Note-se que todos esses conhecimentos são utilizados em conjunto na execução de qualquer operação mágica. O que parece complexo, com a prática torna-se um agir tão natural quanto estender a mão e pegar um objeto. Tendo consciência de todos os aspectos visíveis e não visíveis sobre si mesmo e sobre a situação com a qual está lidando, o magista estará apto a exercer, com segurança, ações sobre sua própria pessoa e sobre o mundo exterior. De tudo que foi exposto, fica claro que " ... antes de agir sobre a natureza o homem deverá ser suficientemente senhor de si mesmo... [p.125]" . Para finalizar, convém ainda esclarecer que, ainda segundo Papus, sob o termo geral Magia encontram-se na verdade 3 formas de ação hiperfísica pertinentes a diferentes aspectos da realidade, diferentes esferas ontológicas, sendo que:
Leia também: O Corpo Físico Referência bibliográfica: Tratado elementar de magia Prática - Papus. Ed. Pensamento |
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