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Dois retratos famosos: o primeiro, de autor desconhecido, é o único considerado verdadeiramente de Saint-Germain, produzido em sua temporada de dois anos em Versalhes. O segundo é uma fotografia cuja legenda diz tudo: Saint-Germain é o cavalheiro à esquerda de Madame Blavatsky. No Souvenirs de Marie Antoinette, da condessa d'Adhemar, temos uma excelente descrição do conde, a quem Frederico, o Grande se referia como "o homem que não morre": "Em 1743 propagou-se o rumor de que um estrangeiro, enormemente rico, a julgar pela magnificência de suas jóias, acabara de chegar a Versalhes. Ninguém jamais foi capaz de descobrir de onde viera. Sua figura era bem proporcionada e graciosa, suas mãos delicadas, seus pés pequenos, e as pernas bem formadas, realçadas por meias de seda bem justas. Seu vestuário bem talhado sugeria uma forma de rara perfeição. Seu sorriso mostrava dentes magníficos, uma bonita covinha marcava-lhe o queixo, seu cabelo era negro e o olhar doce e penetrante. E, oh, seus olhos! Jamais vi semelhantes. Ele parecia ter cerca de quarenta ou quarenta e cinco anos de idade". Manly P. Hall
Origens ─ A genealogia compilada por Annie Besant [teósofa] para o livro The Comte De St. Germain: The Secret of The Kings, assegura que o homem que ficou conhecido como Conde de Saint-Germain era filho de Francis Racoczi II, príncipe da Transilvânia, sua terra natal. Sua data de nascimento como Saint-Germain é estabelecida em 28 de amio de 1696. Outros relatos, considerados menos sérios, dizem que ele já vivia na época de Jesus; que esteve presente nas Bodas de Canaã, quando o jovem Messias transformou água em vinho; também teria assistido o Concílio de Nicéia, em 325 d.C.. Uma opinião unânime é que Saint-Germain dominava a Alquimia, a ciência mística que se trata do controle dos Elementos e cujo principal objetivo é encontrar a fórmula da famosa Pedra Filosofal ou Pedra dos Filósofos da qual, diz a tradição, se adicionada na fusão de metais ordinários, transforma-os em ouro ou prata. Além disso, a Pedra, pulverizada, compõe a fórmula do Elixir da Longa Vida. O preparo deste elixir, a descoberta deste grande segredo da alquimia, é a grande proeza atribuída ao Conde de Saint-Germain: esta seria a explicação de sua misteriosa longevidade.
Na Corte Européia ─ Na Europa, em 1742, o Conde de Saint-Germain era um personagem de destaque na alta sociedade. Ele tinha passado cinco anos na corte do Xá da Pérsia onde aprendeu a arte da joalheria. Ele conquistou os ricos e a realeza com seu vasto conhecimento de ciência e história, sua habilidade musical, seu charme, encanto pessoal e inteligência rápida. Falava fluentemente muitas línguas: francês, alemão, holandês, espanhol, português, russo e inglês além de ser familiarizado com o chinês, latim e árabe bem como o grego e o sânscrito. Sua extraordinária sabedoria, sem dúvida contribuiu para que se tornasse um homem notável mas uma anedota [um caso muito divulgado], de 1760, pode ter gerado a lenda de que Saint-Germain era imortal. Naquele ano, em Paris, a Condessa von Georgy ouviu dizer que um Conde de Saint-Germain havia chegado para uma festa na casa de Madame Pompadour, amante do rei Luís XV, da França. A velha condessa estava curiosa porque tinha conhecido o Conde de Saint-Germain em 1710. Ao encontrar Saint-Germain ficou completamente espantada: era jovem demais! Certamente, conhecera o pai dele em Veneza... ─ Não, madame ─ disse o conde. ─ Mas eu mesmo vivia em Veneza no fim do último século e começo deste século e tive a honra de fazer-lhe a corte na ocasião... ─ Impossível! ─ replicou a condessa ─ O conde de Saint-Germain que eu conheci naqueles dias tinha 45 anos mais ou menos e você, para ter 45 hoje! ─ Madame, eu sou muito velho ─ explicou o conde, sorrindo.
Sempre Presente ─ Velho, Jamais Nos 40 anos subseqüentes, naquela segunda metade do século XVIII, Saint-Germain viajou intensamente percorrendo toda a Europa. Aqueles que o encontraram e reencontraram ficavam impressionados com suas muitas peculiaridades e habilidades:
Voltaire, o renomado filósofo do século XVIII, ele mesmo um respeitado homem da ciência, da razão, um homem do Iluminismo, teria dito sobre Saint-Germain: "É um homem que nunca morre e que conhece todas as coisas". Ao longo do século XVIII, o Conde de Saint-Germain continuou a usar seu espantoso conhecimento do mundo em meio às intrigas políticas e sociais da elite européia:
Em 1779 ele foi a Hamburgo, Alemanha, onde tornou-se amigo do príncipe Charles de Hesse-Cassel. Nos cinco anos seguintes, viveu como hóspede daquela corte, no Castelo de Eckernförde e, de acordo com os registros, ali morreu o Conde de Saint-Germain, em 27 de fevereiro de 1784, de pneumonia.
Mas Dizem Que Ele Não Morreu! Para qualquer outro homem, o registro de óbito de Eckernförde seria o fim da história; mas não para o Conde de Saint-Germain. Ele continuaria sendo visto nos séculos XIX e XX.
Depois de 1821, ao que tudo indica, Saint-Germain pode ter assumido uma outra identidade. Albert Vandam escreve, em suas memórias, ter encontrado um homem muito semelhante a Saint-Germain que se apresentava como Major Fraser. Vandam escreveu: Ele se apresentava como Major Fraser, vivia sozinho e nunca se referiu à família. Gastava muito dinheiro embora a origem de sua fortuna fosse um mistério para todos. Possuía um maravilhoso conhecimento sobre todos os países da Europa ao longo de toda a sua História. Sua memória era absolutamente incrível e, curiosamente, freqüentemente, dava a entender àqueles que o ouviam, que tinha adquirido conhecimento em outro lugar além dos livros. Ele me disse, com um estranho sorriso que tinha conhecido Nero, falado com Dante e outras proezas.
O Major Fraser desapareceu sem deixar traço. Entre 1880 e 1900, o nome de Saint-Germain ressurgiu quando membros da Sociedade Teosófica, incluindo sua fundadora, Helena Petrovna Blavatsky, revelaram que o misterioso personagem estava vivo e trabalhando "pelo desenvolvimento espiritual do Ocidente". Atestando a veracidade da informação, existe até uma fotografia, alegadamente genuína, onde aparecem Balvatsky, Saint-Germain e os Mestres El Moria e Kuthumi. Em 1972, um homem apareceu declarando ser Saint-Germain [o quê, em si mesmo, é um fato suspeito]. Seu nome era Richard Chanfray. Virou atração na TV francesa onde, fez o seu show, transformando, aparentemente, chumbo em ouro diante das câmeras. Chanfray cometeu suicídio em 1983 [o que desacredita completamente sua suposta identidade com o Conde porque o suicídio e também o show na TV não atitudes coerentes com a formação de um ocultista tão poderoso].
Enquanto alguns defendem a idéia de um Saint Germain alquimista, que se mantinha vivo e jovem ao longo de milênios graças a um miraculoso Elixir da Longa Vida, outros entendem que o Conde atravessou Eras e protagonizou fatos históricos através de um processo de sucessivas reencarnações na rara condição de ter se mantido sempre consciente de si mesmo como Ser imortal, beneficiando a si mesmo e aos outros com o conhecimento adquirido nas experiências de tantas vidas.
Não obstante a notoriedade das personalidades assumidas pelo Conde ─ São José, Francis Bacon, Cristovão Colombo etc., foi como Conde de Saint-Germain que este Espírito Peregrino tornou-se mais famoso e lendário. Após sua última morte oficial, no Castelo de Eckernförde em 1784, aquele Espírito teria alcançado, enfim, a condição de Cohan, Guardião da Chama Violeta, Mestre Ascencionado da verdadeira, invisível e espiritual Grande Fraternidade Branca. A crença nos Mestres Ascencionados, embora tenha origem antiga, somente começou a se tornar conhecida no Ocidente a partir da divulgação do trabalho e das publicações da Sociedade Teosófica, na segunda metade do século XIX. H.P. Blavastky, pioneira da teosofia, falou sobre estes Mestres em escritos como The Mahatmas, Masters of Wisdom e Elder Brothers: "São chamados de mestres porque orientam espiritualmente os seres que estão em busca de evolução espiritual na Terra; e ascencionados porque já encarnaram e evoluíram hierarquicamente, afastando-se das limitações do plano terreno em direção à Luz, à ascensão espiritual" [ WIKIPEDIA ].
O Livro de Ouro de Saint Germain Saint-Germain, o Conde imortal, depois de morrer no século XVIII, além de ter aparecido na Europa e na América dos séculos XIX e XX, também escreveu livros! Mistérios Desvelados, A Presença Mágica EU SOU este, traduzido para o português sob o título de O Livro de Ouro de Saint-Germain, este último muito conhecido, foram supostamente ditados [pelo próprio Saint-Germain] a Guy Ballard [1878-1939], pseudônimo de Godfré Ray King, na década de 1930, na região do monte Shasta, Califórnia. Independente de quem tenha escrito ou de como tenha sido escrito, o Livro de Ouro de Saint-Germain é uma obra curiosa. Este texto, possivelmente, é precursor/inspirador dos livros de auto-ajuda tão populares nos grandes núcleos da civilização contemporânea/pós-moderna. Livros que recomendam e instruem sobre programas de controle do pensamento no sentido de promover a concentração mental em comandos [frases] positivas, construtivas, restauradoras da vida pessoal e social em todos os seus aspectos. São frases positivas dirigidas a qualquer objetivo de melhoria: desde mentalizações para a cura de doenças, para o saneamento da vida financeira, para ter um corpo perfeito, até a meditação para ajudar a Humanidade a sair do caos! O Livro de Ouro de Saint-Germain contém orientações para tudo isso e muito mais. No Livro de Ouro, a idéia central é a afirmação da presença de Deus no Eu [Superior] de todas as pessoas. A doutrina é complexa [e não cabe neste ensaio] mas a prática é simplificada. Consiste no exercício diário das Afirmações. O fundamento da prática é um antigo dogma ocultista: "Pensar é Criar; falar é criar"; ou seja, toda realidade física [saúde, dinheiro, relações pessoais] e metafísica [disposições de espírito como tristeza, agitação, revolta, mágoa etc.] pode ser modificada pela AÇÃO do Pensamento e do Verbo [palavra] humanos. Meditemos...
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